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Nos últimos anos vem crescendo a preocupação das tribos indigenas com a quantidade de “biopiratas”, que chegam a floresta amazônica em busca de remédios milagrosos, que eles possam “roubar” e vender como milagres em outras regiões do país ou no exterior. Ongs que defendem a não exploração dos recursos naturais da amazonia de forma desenfreada, tentam a todo custo impedir que essa exploração continue, a Ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que sempre lutou pela causa pouco vem fazendo para conter a exploração. Em Dezembro 2001, Pajés de diferentes comunidades indígenas do Brasil formularam a carta de São Luis do Maranhão, um importante documento para OMPI (Organização Mundial de Propriedade Intelectual da ONU), questionando frontalmente toda forma de patenteamento que derive de acessos a conhecimentos tradicionais. Um caso grave de patente de uma planta nativa da amazonia, ocorreu em 1986 quando o americano Loren Miller, conseguiu patentear uma planta chamada Banisteriopsis caapi, usada pelos índios para produzir uma bebida cerimonial chamada “ayahuasca”. Mais em 1999 graças aos esforços da Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA), que soube em 1994 da existência desta patente e então entrou com um pedido de re-examinação da patente, mostrando que seriam contrárias aos aspectos públicos e de moralidade pela natureza sagrada da planta na região, e portanto esta patente nunca deveria ter sido emitida.
Outro caso que vem preocupando as tribos Kaxinawá e Katukina é a crescente procura dos “biopiratas” pelo Kambô. O ritual do Kambô muito utilizado por estas tribos, o ritual muito usado principalmente para retirar a “panema” que seria a má sorte com as mulheres e a caça. O ritual consiste em retirar a secreção cutânea do sapo verde- (phyllomedusa bicolor), com um pedaço de bambú e fazer pequenas queimaduras na pele no braço do homem, e na perna da mulher, com um cipó as queimaduras variam de 03 a 13 pontos dependendo do efeito ou da doença que será curada, e então estes pontos são preenchidos com o Kambô que é a secreção que foi retirada do sapo verde. O efeito da vacina do sapo é curto, porém muito forte: ”uma forte onda de calor, que sobe pelo corpo até a cabeça. A dilatação dos vasos sanguíneos parece provocar uma circulação mais veloz do sangue, deixando o rosto vermelho e, seguida fica pálido, a pressão baixa, podendo provocar náuseas, vomito e/ou diarréia. Durando cerca de 15 minutos. Sensação desagradável, que aos poucos retorna a normalidade, e a pessoa se sente mais leve, como se tivesse feito uma boa limpeza, causando uma maior disposição”.
Agência Nacional de Vigilância Sanitária decidiu proibir a propaganda do produto (só a publicidade, já que o kambô mesmo não pode ser vetado pela Anvisa, pois não é classificado como remédio). A grande preocupação das autoridades e também dos índios, é a má utilização da substância por pessoas que não conhecem o produto, e visam somente ganhar dinheiro ao invés de se preocuparem com as consequências da má utilização. Segundo o cacique Tashka, líder dos iauanauás, a propaganda de que o veneno cura todos os males funciona como placebo.
Fernando Katukina, líder dos catuquinas, reclama os direitos de conhecimento tradicional sobre a substância. Ele acusa divulgadores no sul do país de charlatanismo. “Eles usam a gente, dizem que mandam o dinheiro de volta, mas nunca recebemos nada.
O veneno segue cada vez mais procurado. Uma simples dose é vendida em São Paulo por R$ 120. Por isso a grande preocupação por parte dos índios, que vêem a cada dia suas sabedorias sendo roubadas por aproveitadores, que além de tudo utilizam de forma errada as maravilhas amazônicas, podendo assim prejudicar e muito pessoas que acreditam em charlatões que se dizem amigos dos índios e sábios como eles. Portanto devemos sempre ter cuidado em que e quem acreditamos nestes dias que se rouba de tudo até sabedoria alheia, temos que nos atentar.
Fontes:AmazonLink,
Alto das Estrelas
Colaboração: Tatty e Will


